6 coisas que italianas podem nos ensinar sobre comida

“Prefiro muito mais comer massa e beber vinho do que vestir um tamanho 32″ – Sophia Loren

6 coisas que italianas podem nos ensinar sobre comida

Diz-se que Sophia Loren uma vez disse: “Tudo o que você vê, eu devo ao espaguete.” Se a atriz italiana realmente disse isso ou não, não se sabe, mas a citação sugere que os italianos pensam de um jeito diferente sobre comida comparado ao resto do mundo.

Apesar da obsessão nacional da Itália com la bella figura e a maneira preocupante com a qual os corpos femininos são retratados na mídia italiana, a atitude do país em relação a comida é bastante positiva. Em 2011, Megan Gadd visitou a Itália e escreveu sobre a experiência: “Na Itália, comer não é uma necessidade ou um vício: comer bem é um estilo de vida.”

Essa atitude é compartilhada por italianos de todos os tipos. A chef Nadia Santini, que foi considerada a Melhor Chef do Mundo (categoria feminina) pela Veuve Clicquot em 2013, explicou em uma entrevista o que é tão especial sobre a comida e a atitude italianas:“A comida atravessou fronteiras muito antes da política. Sua linguagem é universal, sua ética transparente. Se você cozinha, você quer trazer alegria e saúde. Comida italiana é como música: algumas notas podem fazer uma sinfonia.”

O Huffington Post reuniu frases de sabedoria de chefs italianas, blogueiras e escritoras gastrônomas sobre como abordar e apreciar comida. Essas são seis lições que eles aprenderam:

1. Considere comida como parte do seu estilo de vida.
Giulia Scarpaleggia do site Juls’ Kitchen não só acredita nesta ideia, como também a vive. Scarpaleggia saiu do seu emprego em Janeiro de 2012 para se tornar food blogger em tempo integral. No blog dela, ela explica que comida é uma parte importante do seu estilo de vida: “Eu desenvolvo receitas para revistas e empresas, e sou instrutora de culinária toscana para estrangeiros e italianos. Em outras palavras, eu cozinho todos os dias, tiro fotos quando há luz o suficiente, escrevo demais e como com prazer. Eu me divirto e curto cada momento, sendo feliz todo dia.”

2. Invista no que você está comendo.
Quando o assunto é comida, você recebe pelo que pagou, seja a qualidade dos ingredientes ou uma refeição em um restaurante. Dados do infográfico do Food Service Warehouse 2012* mostram que o italiano gasta cerca de 14,7% da sua receita em comida, comparados a somente 6,9% gastos por um norte-americano. Ainda assim, as taxas de obesidade e diabetes são muito menores na Itália.
* NT: Infelizmente o estudo não falou nada sobre brasileiros.

Claramente o investimento extra que os italianos fazem em comida fresca e de qualidade mais que paga quando se fala de benefícios à saúde.

3. Coma comidas locais e de acordo com as estações.
A escritora Marcella Hazan disse ao site Epicurious que ela prefere comidas sazonais, e comidas locais à produtos orgânicos importados:
“A estação é mais importante. Mas orgânico, sabe… Eu não me importo de como elas cresceram. Eu me importo muito mais com o sabor, sempre. Eu gostaria que a comida não viesse de muito longe. Se há alguém que planta pêssegos por aqui, eles podem ter pêssegos melhores porque não precisam viajar muito e vão chegar muito mais rápido, não?”

4. Se você cozinha, simplifique.
“Todos os italianos vão lhe dizer que o melhor lugar para se comer na Itália é em casa,” Judy Witt disse em uma entrevista ao MyMelange.net em dezembro de 2009. Mas cozinhar em casa não necessariamente precisa ser complicado.
Em uma entrevista ao jornal The Scotsman em agosto de 2009, Anna Del Conte, chef e escritora italiana, explicou que ingredientes de excelente qualidade e conhecimento de como eles funcionam é o que é essencial para comer bem, não uma receita complicada.

“É importante aprender o que acontece na cozinha, as reações químicas. Criatividade não é tão importante. Você pode fazer uma comida muito boa sem ela. Se você é criativo, aí fica muito mais divertido porque você põe um pouco de si no prato, mas não há como ser criativo até se ter boa base de conhecimento.”

5. Desacerele.
Quantas vezes você já se apressou ao comer só para colocar tudo para dentro e seguir para a próxima ocupação? Às vezes, comer pode parecer uma tarefa, ou algo que você precisa fazer o mais rápido possível para ter as energias para o resto do dia. Desacelerar significa que você vai curtir muito mais a comida e digeri-la melhor, e você também poderá reconhecer mais facilmente quando estiver satisfeito.

“Comida italiana de qualidade te força a parar e apreciá-la,” escreveu a jornalista Pamela Berger sobre as suas viagens em Bolonha. E Nicki Heverling, gerente de programas para a Mediterranean Foods Alliance, disse ao New York Times em 2009. “Um dos princípios básicos é a apreciação da comida, e o respeito e prazer em comer. Quando você está no Mediterrâneo, suas refeições levam 3 horas e você realmente saboreia a comida.”

6. Comer com os outros faz a maioria das refeições muito melhores.
Estima-se que 58% dos norte-americanos regularmente comam sozinhos, e por conta disso, saboreiem menos a comida. “Quando você janta com outros, você conversa com eles, o que proporciona a oportunidade de desacelerar e saborear a comida.” Marisa Moore, representante nacional para a American Dietetic Association, disse à revista Forbes.

Em seu blog Un Tocco de Zenzero, Sandra Salerno escreve que até mesmo uma refeição normal é geralmente uma celebração das pessoas reunidas:
“Eu amo cozinhar para as pessoas mais íntimas, para meus amigos, para todos. Eu acho que cozinhar para alguém é como dar uma parte de si para essa pessoa, sempre. Um pedacinho do coração, uma pitada de amor e paixão, porque sem essas coisas eu acho que cozinhar não existiria. Até quando você prepara um sanduíche, tem que ser com amor.”

 

E você, concorda com o que elas disseram? Comente e diga o que você achou do post!

 

Tradução livre por Lívia Vasconcelos. Leia o artigo original e na íntegra aqui.